Caminhando devagar pela praça, cruzando com várias pessoas na rua, ele vai dialogando consigo mesmo e tentando descobrir coisas que eventualmente ele irá esquecer nos próximos segundo. Então de súbito ele para e acha uma pequena pedra cor de âmbar, dessas que brilham douradamente ao refletir a luz solar numa manhã calma de domingo. Bem lentamente ele pega a pedra, sorri e a põe no bolso.
Horas depois ele se encontra numa avenida bem movimentada e a pedra em seu bolso começa a esquentar, porém ele não nota o calor mas começa a suar chegando a molhar sua camisa. É um calor infernal, daqueles que somente é visto nos dias mais quente de verão e prestem bem a atenção era inverno, mas ele não se dá conta de que o calor vem da pedra em seu bolso e olhando para o céu, vendo aquele sol a pino do meio-dia, mas enfraquecido pela estação no qual se encontra posicionado ignora que o fato vem daquele pequenino objeto em seu bolso.
Anoitece e o coitado ainda suando feito uma mula de carga, seus olhos estão fundos e sua boca seca. Cada gota d'água evapora em sua língua e ele se sente obrigado a tirar a roupa quando chega finalmente em seu quarto, ai tudo revira em sua mente, caindo num topor onírico onde lutas selvagens se intercalam com pequenas borboletas esvoaçantes nos campos.
Ao acordar ele pega sua roupa molhada de suor e a atira no cesto de roupas sujas. Vestindo um pijama quente ele volta para sua cama e deita adormecendo rapidamente para voltar a sonhar com coelhos vermelhos do Himalaia.
segunda-feira, 10 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
Histórias
-Então é assim? Desse jeito?
-Sim, desse jeito...
-Mas...
-Nem um "mas", já deu o que tinha que dar, não tem porque prolongarmos ainda mais isso tudo.
-Eu sei, mas sei lá, sempre é difícil...
-É, sempre, e com você ainda mais difícil...
-Sempre eu, como se você também não tivesse uma parte nisso, não é?
-Eu? Você que começou com essas cobranças todas, e aí veio me dizen...
-DIZENDO O QUÊ?? Para com isso!! Seja pelo menos sincera uma vez na vida! Quem tinha que ficar sempre por sua conta era eu! Você, tudo que envolvia era você! Aí quando resolvo parar com essa palhaçada toda você fala isso!? Olha, realmente já chega mesmo...
Então ela começa a chorar como uma criança mimada que quer a atenção para si, ele revoltado levanta-se, pega um papel em seu bolso e o atira no colo dela, dizendo:
-Toma! Não vale mais a pena isso...
-O que é isso?
-Leia!! Sabe ler não??
-Grosso!! É por essas e outras que...
-Que o quê!? Você é muito injusta mesmo, Deus do céu, olha cansei, tá bom? Vou indo...
-Espera um pouco!
-Não!
E assim ele foi embora, ela lentamente pegou o papel e por um breve momento teve a vontade de rasga-lo em mil pedaços, mas sua curiosidade era maior. O desdobrou, bem lentamente, temia que era um bilhete romantico, daqueles que ele costumava escrever para ela, e assim com as lágrimas escorrendo e molhando com grossos pingos o papel, ela lia:
"Se o amor fosse grande o bastante, ele não seria amor.
Se a dor fosse pequena o bastante, então seria rancor.
Mas se nós dois fossemos sinceros o bastante,
Se fossemos felizes o bastante,
E humanos o bastante,
Eu não teria que lhe dizer que te esqueci à muito tempo."
-Sim, desse jeito...
-Mas...
-Nem um "mas", já deu o que tinha que dar, não tem porque prolongarmos ainda mais isso tudo.
-Eu sei, mas sei lá, sempre é difícil...
-É, sempre, e com você ainda mais difícil...
-Sempre eu, como se você também não tivesse uma parte nisso, não é?
-Eu? Você que começou com essas cobranças todas, e aí veio me dizen...
-DIZENDO O QUÊ?? Para com isso!! Seja pelo menos sincera uma vez na vida! Quem tinha que ficar sempre por sua conta era eu! Você, tudo que envolvia era você! Aí quando resolvo parar com essa palhaçada toda você fala isso!? Olha, realmente já chega mesmo...
Então ela começa a chorar como uma criança mimada que quer a atenção para si, ele revoltado levanta-se, pega um papel em seu bolso e o atira no colo dela, dizendo:
-Toma! Não vale mais a pena isso...
-O que é isso?
-Leia!! Sabe ler não??
-Grosso!! É por essas e outras que...
-Que o quê!? Você é muito injusta mesmo, Deus do céu, olha cansei, tá bom? Vou indo...
-Espera um pouco!
-Não!
E assim ele foi embora, ela lentamente pegou o papel e por um breve momento teve a vontade de rasga-lo em mil pedaços, mas sua curiosidade era maior. O desdobrou, bem lentamente, temia que era um bilhete romantico, daqueles que ele costumava escrever para ela, e assim com as lágrimas escorrendo e molhando com grossos pingos o papel, ela lia:
"Se o amor fosse grande o bastante, ele não seria amor.
Se a dor fosse pequena o bastante, então seria rancor.
Mas se nós dois fossemos sinceros o bastante,
Se fossemos felizes o bastante,
E humanos o bastante,
Eu não teria que lhe dizer que te esqueci à muito tempo."
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Histórias
- Opa, senta aí.
-Valeu. Meu bem, pega uma dessa pra mim? Obrigado. E aí, o que conta de novo?
-Nada de mais, cara. Na mesma. E você?
-Bom, também na mesma. Opa, bem gelada essa. E aí o que fez?
-O de sempre, ultimamente eles andam comportados, andam pagando direitinho, não to nem usando mais o porrete, meu berro não grita a meses.
-Legal, melhor assim. Hoje foi um dia de cão pra mim.
- O que rolou?
-Hoje tive que ir com o Colin.
-Puta que pariu! Sério?
-Sim cara...
-E como foi?
-Como você acha que foi?
-Como posso saber , porra?
-Então vou te contar. Tinhamos um trabalho no porto, coisa simples, era só ir lá pegar a grana, conferir a mercadoria e pronto, mais nada. O trabalho era para ser apenas meu e do Joe, mas maldito seja a porra do destino, o Colin tava de bobeira no bar e decidiu ir junto. Juro por Deus, cara, na hora que ele falou que ia conosco eu arrepiei todo, é como se o cara não estivesse nem fudendo pra nada, ele pegou seu berro, armou e entrou no carro. O chefe não disse nada, talvez pensou que era melhor pra ter uma segurança a mais. Enfim, andar com aquele cara no carro não é nada legal, o cara olhava para frente fixo, como se a gente não estive ali e ficou assim por todo trajeto, sem dar um pio. Nem o Joe, que fala como o demônio, abriu a boca. Chegando lá, os chinas estavam todos alinhados, daquele mesmo jeito que você conhece. Depois de tudo certo, nós com a grana e eles com a mercadoria conferida, um daqueles cães tirou sarro da camisa do Colin, por causa de um maldito furo. Nessa hora eu vi que ia dar merda e fui me afastando lentamente, assim como o Joe, mas o Colin, olhou pro china cara, era como se ele olhasse para uma parede e blam! Na testa do cara! Foi muito rápido, tão rápido que ele ainda matou mais três no embalo. O quarto china tentou sacar e tomou um na mão, foi ai que o Colin tirou a porra do facão da jaqueta e e cortou pedaços do china e foi jogando no mar. Depois disso ele vira pra nós e diz: "Joe..." Cara, nessa hora o Joe começou a chorar e o Colin disse: "... toma aqui para limpar o sangue que espirou na sua cara." E entregou um lenço para ele, entrou no carro e ficou olhando pra frente como sempre.
-Jesus Cristo...
-Valeu. Meu bem, pega uma dessa pra mim? Obrigado. E aí, o que conta de novo?
-Nada de mais, cara. Na mesma. E você?
-Bom, também na mesma. Opa, bem gelada essa. E aí o que fez?
-O de sempre, ultimamente eles andam comportados, andam pagando direitinho, não to nem usando mais o porrete, meu berro não grita a meses.
-Legal, melhor assim. Hoje foi um dia de cão pra mim.
- O que rolou?
-Hoje tive que ir com o Colin.
-Puta que pariu! Sério?
-Sim cara...
-E como foi?
-Como você acha que foi?
-Como posso saber , porra?
-Então vou te contar. Tinhamos um trabalho no porto, coisa simples, era só ir lá pegar a grana, conferir a mercadoria e pronto, mais nada. O trabalho era para ser apenas meu e do Joe, mas maldito seja a porra do destino, o Colin tava de bobeira no bar e decidiu ir junto. Juro por Deus, cara, na hora que ele falou que ia conosco eu arrepiei todo, é como se o cara não estivesse nem fudendo pra nada, ele pegou seu berro, armou e entrou no carro. O chefe não disse nada, talvez pensou que era melhor pra ter uma segurança a mais. Enfim, andar com aquele cara no carro não é nada legal, o cara olhava para frente fixo, como se a gente não estive ali e ficou assim por todo trajeto, sem dar um pio. Nem o Joe, que fala como o demônio, abriu a boca. Chegando lá, os chinas estavam todos alinhados, daquele mesmo jeito que você conhece. Depois de tudo certo, nós com a grana e eles com a mercadoria conferida, um daqueles cães tirou sarro da camisa do Colin, por causa de um maldito furo. Nessa hora eu vi que ia dar merda e fui me afastando lentamente, assim como o Joe, mas o Colin, olhou pro china cara, era como se ele olhasse para uma parede e blam! Na testa do cara! Foi muito rápido, tão rápido que ele ainda matou mais três no embalo. O quarto china tentou sacar e tomou um na mão, foi ai que o Colin tirou a porra do facão da jaqueta e e cortou pedaços do china e foi jogando no mar. Depois disso ele vira pra nós e diz: "Joe..." Cara, nessa hora o Joe começou a chorar e o Colin disse: "... toma aqui para limpar o sangue que espirou na sua cara." E entregou um lenço para ele, entrou no carro e ficou olhando pra frente como sempre.
-Jesus Cristo...
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
comp= 6x10(-34)/(90*833.333333333333)
Esse é meu comprimento de onda, usando a equação de De Broglie.
Agradecimentos ao Breno que me ensinou a fórmula!
Agradecimentos ao Breno que me ensinou a fórmula!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Agir
Certa vez um jovem samurai senta defronte à seu pai e lhe diz o seguinte:
- Pai, não consigo mais matar.
Seu pai, um samurai de posto mediano nas fileiras do exército do daimyo se surpreende, pois havia treinado seu filho de maneira exemplar na arte de matar com apenas um corte, e via que ele se aprimorava a cada dia mais nessa arte, superando assim em muito sua própria habilidade. Pois seu filho sempre teve o dom para matar, não como um assassino qualquer, mas como um samurai, com destreza, honra e necessidade. Assim, seu pai lhe pergunta o motivo, o qual é prontamente respondido:
- Pai, tenho apenas dezesseis anos, minha primeira esposa espera meu primeiro filho. Já matei dez pessoas com minha técnica e garanto que nenhuma delas sentiu dor e teve uma morte deshonrada, mas hoje eu precisei matar uma criança, e quando fui lhe desferir o golpe, vi que seus olhos não expressavam medo ou ódio, apenas incompreensão. Se não há compreensão, não há motivo, se não há motivo, não há razão e se não há razão, não há necessidade. Por isso pai, não tenho mais vontade de matar.
Então seu pai calmamente levanta-se e lhe desfere um golpe certeiro no pescoço, degolando assim seu próprio filho. Ao limpar o sangue da lâmina e embainhar sua espada ele diz:
- Filho, você nasceu samurai e morreu samurai. Não importa se não há motivo, é sua obrigação servir, assim como é obrigação da chuva molhar os campos de trigo e do sol iluminar cada dia. Espero que compreenda isso melhor agora.
- Pai, não consigo mais matar.
Seu pai, um samurai de posto mediano nas fileiras do exército do daimyo se surpreende, pois havia treinado seu filho de maneira exemplar na arte de matar com apenas um corte, e via que ele se aprimorava a cada dia mais nessa arte, superando assim em muito sua própria habilidade. Pois seu filho sempre teve o dom para matar, não como um assassino qualquer, mas como um samurai, com destreza, honra e necessidade. Assim, seu pai lhe pergunta o motivo, o qual é prontamente respondido:
- Pai, tenho apenas dezesseis anos, minha primeira esposa espera meu primeiro filho. Já matei dez pessoas com minha técnica e garanto que nenhuma delas sentiu dor e teve uma morte deshonrada, mas hoje eu precisei matar uma criança, e quando fui lhe desferir o golpe, vi que seus olhos não expressavam medo ou ódio, apenas incompreensão. Se não há compreensão, não há motivo, se não há motivo, não há razão e se não há razão, não há necessidade. Por isso pai, não tenho mais vontade de matar.
Então seu pai calmamente levanta-se e lhe desfere um golpe certeiro no pescoço, degolando assim seu próprio filho. Ao limpar o sangue da lâmina e embainhar sua espada ele diz:
- Filho, você nasceu samurai e morreu samurai. Não importa se não há motivo, é sua obrigação servir, assim como é obrigação da chuva molhar os campos de trigo e do sol iluminar cada dia. Espero que compreenda isso melhor agora.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Dia ruim, almoço bom
Eu queria escrever este texto a muito tempo, mas apenas hoje tive minha inspiração. Antes tarde que nunca.
Mulheres
Eu amo as mulheres, muitas vezes - a maioria - o sentimento não é recíproco, mas mesmo assim nunca deixei de amar cada uma mulher que exista e até mesmo as que não nasceram, pois toda mulher tem seu charme, sua graça e beleza. É um sorriso, um jeito no andar, um rebolado, o efeito da luz do sol no cabelo, etc. Sou capaz de descobrir um trejeito em cada e isso a torna única a meu ver.
Cada mulher merece ser idolatrada diferentemente. A morena dos olhos verdes como uma jóia do Cairo, a negra do andar de pantera como uma Deusa de Ébano, a loira sedutora como sua eterna amante e a ruiva voluptosa como a rainha de seu harém. Elas merecem ser tratadas assim, pois são as nossas verdadeiras donas. Quem não se derrete com o desfile da mulata pela calçada, seguindo o doce balançar de seus quadris com os olhos gulosos e o coração suspirante? O som rouco da voz da morena em seu ouvido baixinho te chamando de meu bem não lhe faz arrepiar de luxúria e desejo? E o olhar pecaminoso da loirinha não te dá vontade de largar tudo por ela?
Não é fácil achar a mulher perfeita para vida toda, mas também não há outra tarefa tão prazeirosamente difícil e que lhe dá tanta disposição e motivação. E só agora entendo o porque muitos outros colegas fizeram tantas odes, músicas e escritos para as mulheres. Pois apenas quando você vê aquela silueta, destacando-se no meio de uma multidão, com um sorriso resplandecente, o movimento firme e rispido de seus seios sincronizados com seus passos, começa a entender porque elas nos fascinam tanto. E seguindo essa silueta ainda é capaz de encontrar outras dez ainda mais exorbitantemente lindas que seu coração não acredita que dá conta de se apaixonar tantas vezes em frações milimésimais de segundos.
Ah! As mulheres que me fazem suspirar a cada hora do dia, que me matam de paixão e me ressucitão de amor. Amo vocês, amo cada uma e sempre vou amar. Esposas, amantes, filhas, mães. Cada uma delas de um jeito diferente.
Mulheres
Eu amo as mulheres, muitas vezes - a maioria - o sentimento não é recíproco, mas mesmo assim nunca deixei de amar cada uma mulher que exista e até mesmo as que não nasceram, pois toda mulher tem seu charme, sua graça e beleza. É um sorriso, um jeito no andar, um rebolado, o efeito da luz do sol no cabelo, etc. Sou capaz de descobrir um trejeito em cada e isso a torna única a meu ver.
Cada mulher merece ser idolatrada diferentemente. A morena dos olhos verdes como uma jóia do Cairo, a negra do andar de pantera como uma Deusa de Ébano, a loira sedutora como sua eterna amante e a ruiva voluptosa como a rainha de seu harém. Elas merecem ser tratadas assim, pois são as nossas verdadeiras donas. Quem não se derrete com o desfile da mulata pela calçada, seguindo o doce balançar de seus quadris com os olhos gulosos e o coração suspirante? O som rouco da voz da morena em seu ouvido baixinho te chamando de meu bem não lhe faz arrepiar de luxúria e desejo? E o olhar pecaminoso da loirinha não te dá vontade de largar tudo por ela?
Não é fácil achar a mulher perfeita para vida toda, mas também não há outra tarefa tão prazeirosamente difícil e que lhe dá tanta disposição e motivação. E só agora entendo o porque muitos outros colegas fizeram tantas odes, músicas e escritos para as mulheres. Pois apenas quando você vê aquela silueta, destacando-se no meio de uma multidão, com um sorriso resplandecente, o movimento firme e rispido de seus seios sincronizados com seus passos, começa a entender porque elas nos fascinam tanto. E seguindo essa silueta ainda é capaz de encontrar outras dez ainda mais exorbitantemente lindas que seu coração não acredita que dá conta de se apaixonar tantas vezes em frações milimésimais de segundos.
Ah! As mulheres que me fazem suspirar a cada hora do dia, que me matam de paixão e me ressucitão de amor. Amo vocês, amo cada uma e sempre vou amar. Esposas, amantes, filhas, mães. Cada uma delas de um jeito diferente.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Dia ruim, almoço bom
Aproveitando a onda do Zé de criar quadrinhos, eu queria falar um pouco sobre os mesmos.
Eu adoro quadrinhos, sempre gostei desde criança quando ganhei minha primeira edição do Super-Homem no qual ele combatia Branic no espaço. Isso eu deveria ter uns sete anos de idade, e muitas vezes o texto dela não fazia sentido para mim. Naquela época, os quadrinhos tinham acabado de sofre uma revolução, eles tinham se tornado mais adultos, mais sérios, alguns até mesmo tinham pouquissimas páginas de ação, concentrando-se nos diálogos filosóficos sobre as condições dos personagens. Algumas dessas histórias na época eram realmente boas, cito como exemplo a revista do Monstro do Pântano e dos os Novos Titãs, outras eram apenas sombras embaladas pelo sucesso dessa nova onda dos quadrinhos.
Hoje em dia, a meu ver, ocorre outra revolução na nona arte, ela se dá por causa do cinema que passa por uma fase muito sem criatividade e começa a mirar seus roteiros nos quadrinhos, citando novamente exemplos, temos o novo filme do Batman, os filmes do Homem-Aranha e do Super-Homem. Todos se comparados aos filmes anteriores são de qualidade indescutívelmente superior, pois finalmente começam a basear os roteiros nos quadrinhos e não criando novos roteiros apenas com um gostinho do que seria os quadrinhos.
Mas a pior revolução que ocorre hoje em dia com os quadrinhos chamave revolução editorial. Falo isso devido a um fato que me magoou bastante, não sei se outras pessoas sentiram o mesmo, mas pelo menos para mim foi uma grande choque, e se me permitem uma critica pessoal, uma grande palhaçada editorial.
Esse fato foi o de fazer o Homem-Aranha escolher entre ficar casado ou não, e a escolha óbvia foi a segunda.
Deixem-me explicar o porque disso foi uma fato marcante. Todos conhecem o Homem-Aranha, muitos podem até não gostar de quadrinhos, mas conhecem e até simpatizam com o Homem-Aranha, isso porque ele é um personagem carismático e que foi feito para ter um grande apelo ao público jovem, devido a ele ser um adolescente que ganha poderes extraordinários, mas que mesmo assim ainda enfrenta problemas comuns, como escola, faculdade, garotas, perda dos entes queridos, etc. Na época, acompanhar as aventuras dele era como acompanhar o seu cotidiano, muita gente passava pelos mesmos problemas dele (tirando a parte de enfrentar os super-vilões, é claro) e muitas pessoas se formaram no colegial junto com ele, entraram para a faculdade na mesma época que saiu a história na qual ele entra na faculdade, muita gente até mesmo usou as mesmas palavras que ele usou para pedir seu grande amor em casamento e assim ele casou, e me permito dizer que seu casamento foi um dos maiores eventos dos quadrinhos na época, até mesmo que do casamento do Super-Homem, isso o porque todos sabiam que o Super-Homem sempre se casaria com Lois Lane, isso já estava explícito, agora todos tinham uma certa dúvida quanto a quem era o amor do Homem-Aranha, tanto porque, como um cara normal, ele já teve várias namoradas, mas finalmente encontrou a sua amada e assim eles se casam, como muitos dos seus fãs se casaram junto com ele.
Recentemente, Joe Quesada, o atual diretor-chefe da Marvel Comics, editora que publica as revistas do Homem-Aranha, decidiu que esse casamento foi a pior coisa ocorrida com o herói e assim decidiu que todos os anos e histórias, seriam esquecidas e que Peter Parker voltaria a ser um cara solteiro em plena vida adulta, mas a escolha dele não foi apenas matar sua mulher ou fazer com que eles brigassem e consequentemente se divorciassem, não, ele apenas pediu com seus poderes de editor-chefe que uma história banal, idiota e sem nenhuma criatividade lógica fosse criada no qual toda vida de casado do Homem-Aranha fosse simplesmente apagada e esquecida, jogando assim milhares de boas histórias no lixo.
Convenhamos, ele estar casado ou não nunca foi um verdadeiro problema para os roteiristas, muitos até utilizavam esse fato para criar excelente histórias, mas eu não sei o porque, a respostas de Joe Quesada foi que assim os roteiristas poderiam explorar mais possibilidades com ele. Bom, eu não sei o porque do casamento interferir na vida do herói, recentemente já obrigaram o coitado a se revelar ao mundo como super-herói, esse sim foi um grande erro, pois todo dilema do Homem-Aranha era o de combater o crime sem revelar sua identidade para que relativamente podesse levar um pouco a vida normalmente e o intuito da identidade secreta era esse mesmo, o de proteger não somente sua esposa, mas todos os seus entes queridos dos perigos da vida como herói.
Sinceramente, não sei o futuro disso, torço para que Joe Quesada seja despedido e toda essa palhaçada desfeita, mas enquanto isso não ocorre, simplesmente não terei mais vontade nenhuma de ler ao Homem-Aranha, para mim perdeu o encanto, tudo por causa de uma decisão estúpida movida pela ganância. Para mim, o Homem-Aranha não esqueceu simplesmente de seu amor, mas de toda sua vida.
Eu adoro quadrinhos, sempre gostei desde criança quando ganhei minha primeira edição do Super-Homem no qual ele combatia Branic no espaço. Isso eu deveria ter uns sete anos de idade, e muitas vezes o texto dela não fazia sentido para mim. Naquela época, os quadrinhos tinham acabado de sofre uma revolução, eles tinham se tornado mais adultos, mais sérios, alguns até mesmo tinham pouquissimas páginas de ação, concentrando-se nos diálogos filosóficos sobre as condições dos personagens. Algumas dessas histórias na época eram realmente boas, cito como exemplo a revista do Monstro do Pântano e dos os Novos Titãs, outras eram apenas sombras embaladas pelo sucesso dessa nova onda dos quadrinhos.
Hoje em dia, a meu ver, ocorre outra revolução na nona arte, ela se dá por causa do cinema que passa por uma fase muito sem criatividade e começa a mirar seus roteiros nos quadrinhos, citando novamente exemplos, temos o novo filme do Batman, os filmes do Homem-Aranha e do Super-Homem. Todos se comparados aos filmes anteriores são de qualidade indescutívelmente superior, pois finalmente começam a basear os roteiros nos quadrinhos e não criando novos roteiros apenas com um gostinho do que seria os quadrinhos.
Mas a pior revolução que ocorre hoje em dia com os quadrinhos chamave revolução editorial. Falo isso devido a um fato que me magoou bastante, não sei se outras pessoas sentiram o mesmo, mas pelo menos para mim foi uma grande choque, e se me permitem uma critica pessoal, uma grande palhaçada editorial.
Esse fato foi o de fazer o Homem-Aranha escolher entre ficar casado ou não, e a escolha óbvia foi a segunda.
Deixem-me explicar o porque disso foi uma fato marcante. Todos conhecem o Homem-Aranha, muitos podem até não gostar de quadrinhos, mas conhecem e até simpatizam com o Homem-Aranha, isso porque ele é um personagem carismático e que foi feito para ter um grande apelo ao público jovem, devido a ele ser um adolescente que ganha poderes extraordinários, mas que mesmo assim ainda enfrenta problemas comuns, como escola, faculdade, garotas, perda dos entes queridos, etc. Na época, acompanhar as aventuras dele era como acompanhar o seu cotidiano, muita gente passava pelos mesmos problemas dele (tirando a parte de enfrentar os super-vilões, é claro) e muitas pessoas se formaram no colegial junto com ele, entraram para a faculdade na mesma época que saiu a história na qual ele entra na faculdade, muita gente até mesmo usou as mesmas palavras que ele usou para pedir seu grande amor em casamento e assim ele casou, e me permito dizer que seu casamento foi um dos maiores eventos dos quadrinhos na época, até mesmo que do casamento do Super-Homem, isso o porque todos sabiam que o Super-Homem sempre se casaria com Lois Lane, isso já estava explícito, agora todos tinham uma certa dúvida quanto a quem era o amor do Homem-Aranha, tanto porque, como um cara normal, ele já teve várias namoradas, mas finalmente encontrou a sua amada e assim eles se casam, como muitos dos seus fãs se casaram junto com ele.
Recentemente, Joe Quesada, o atual diretor-chefe da Marvel Comics, editora que publica as revistas do Homem-Aranha, decidiu que esse casamento foi a pior coisa ocorrida com o herói e assim decidiu que todos os anos e histórias, seriam esquecidas e que Peter Parker voltaria a ser um cara solteiro em plena vida adulta, mas a escolha dele não foi apenas matar sua mulher ou fazer com que eles brigassem e consequentemente se divorciassem, não, ele apenas pediu com seus poderes de editor-chefe que uma história banal, idiota e sem nenhuma criatividade lógica fosse criada no qual toda vida de casado do Homem-Aranha fosse simplesmente apagada e esquecida, jogando assim milhares de boas histórias no lixo.
Convenhamos, ele estar casado ou não nunca foi um verdadeiro problema para os roteiristas, muitos até utilizavam esse fato para criar excelente histórias, mas eu não sei o porque, a respostas de Joe Quesada foi que assim os roteiristas poderiam explorar mais possibilidades com ele. Bom, eu não sei o porque do casamento interferir na vida do herói, recentemente já obrigaram o coitado a se revelar ao mundo como super-herói, esse sim foi um grande erro, pois todo dilema do Homem-Aranha era o de combater o crime sem revelar sua identidade para que relativamente podesse levar um pouco a vida normalmente e o intuito da identidade secreta era esse mesmo, o de proteger não somente sua esposa, mas todos os seus entes queridos dos perigos da vida como herói.
Sinceramente, não sei o futuro disso, torço para que Joe Quesada seja despedido e toda essa palhaçada desfeita, mas enquanto isso não ocorre, simplesmente não terei mais vontade nenhuma de ler ao Homem-Aranha, para mim perdeu o encanto, tudo por causa de uma decisão estúpida movida pela ganância. Para mim, o Homem-Aranha não esqueceu simplesmente de seu amor, mas de toda sua vida.
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